quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que é o alcoolismo?

É fundamental que se saiba:


O Alcoolismo não é uma fraqueza de caracter, nem um vicio, mas sim uma doença.


O alcoolismo é caracterizado por uma dependência do álcool ( etanol ), do ponto de vista físico e psíquico.

O indivíduo dependente perdeu a liberdade de se abster no consumo de bebidas alcoólicas, não conseguindo controlar o seu consumo; a necessidade de beber ocupa os seus pensamentos, modificando o seu comportamento.

Considera-se que se trata de uma doença complexa, em que as causa são múltiplas:

no indivíduo: no plano biológico genético e psicológico;

no meio circundante: a nível social e a nível cultural.

A dependência do álcool conduz a uma necessidade física de beber, provocada pela falta de álcool. A isto bem juntar-se a necessidade psicológica de consumir: O indivíduo dependente tem a ideia de não conseguir viver sem álcool.

Alcoolismo na família

Se voçê conhece alguém que sofre por problemas ligados ao álcool, já se apercebeu, com certeza da gravidade das sua dificuldade.

O alcoolismo não atinge unicamente as pessoas dependentes do álcool, mas tem também repercussões na família, no seu conjunto, nas relações profissionais e privadas, assim como na sociedade em geral.

Há em Portugal cerca de 600.000 dependentes do álcool, e relacionados com estes, haverá cerca de 2.400.000 pessoas que vivem directa ou indirectamente as consequências da doença alcoólica.

Mas há, no entanto, soluções meios e pessoas que poderão ajudar os doentes alcoólicos e as suas famílias a sair dos seus problemas e reencontrar a esperança para todos.

O processo de resolução deste problema é constituído por 3 etapas:

Informação sobre a doença alcoólica;

Conhecimento e compreensão do papel de cada um no seio da família com problemas ligados ao álcool;

Procura de ajuda por si próprio e restantes elementos envolvidos no sistema família

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Como tratar o Alcoolismo

Há, atualmente, muitas formas eficazes de se tratar o alcoolismo. O método mais simples, para casos mais leves, é a realização de consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar experiente (incluindo psiquiatra ou psicólogo) com o apoio da família, onde são discutidas as dificuldades de abandonar o vício e encorajados os esforços. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool, dependendo diretamente da freqüência das consultas.
Outro método muito eficaz são os grupos de auto-ajuda, particularmente os alcoólicos anônimos. Esses são baseados em variações do programa de 12 passos, além de reuniões freqüentes. Os resultados dos AA são difíceis de avaliar, mas aproximadamente um terço permanece sóbrio de 1 a 5 anos, e um terço por mais que 5 anos.
Outro conceito diferente de grupo de apoio é o de "Consumo Controlado", onde recomenda-se o uso em doses adequadas da bebida. A principal diferença é que no primeiro o alcoólatra tem que reconhecer que é incapaz de controlar a própria vida, no segundo afirma-se que o alcoólatra deve retomar esse controle.
Casos mais sérios devem ser acompanhados por psiquiatra para tratamento psicoterápico e medicamentoso. Muitos alcoólatras apresentam distúrbios psiquiátricos que necessitam de tratamento, e outros sofrem de sintomas de abstinência quando param de beber, conseqüência da dependência física do álcool. Geralmente, não é necessária internação para desintoxicação, pois a eficácia não é maior. No entanto, certos casos devem obrigatoriamente ser internados.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Luta pelos filhos e contra o alcoolismo

Quando chegou na Creche São Judas Tadeu, Gabriele, de 5 anos, mal conseguia levantar os braços e não tinha forças para brincar porque não se alimentava direito. Segundo a mãe da garota, Aldivânia Silva Oliveira, de 43 anos, que faz bicos como manicure e lavadeira, ela não podia trabalhar, pois não tinha com quem deixar as duas filhas pequenas, e não conseguia dinheiro para comprar comida.

Hoje Gabriele está saudável e engordou um pouco, graças ao atendimento que recebe na creche, onde fica o dia todo. Aldivânia conseguiu o benefício para a filha quando foi até a unidade para a festa de aniversário de uma prima da menina. Um dos diretores da creche sensibilizou-se com a situação da garota e a matriculou na instituição.

Aldivânia também sofre com outro problema que muitas vezes a impede de conseguir trabalho. Ela é dependente do álcool e do cigarro. “No dia que não posso comprar minha ‘pinguinha’ e meu cigarro, fico doida”, revela.
A manicure diz que tem consciência do mal que a bebida causa, inclusive a impedindo de trabalhar, mas confessa que não consegue ficar sem o vício. “Não deixo de comprar comida para minhas filhas, mas dou um jeito de beber e comprar meu cigarro.” Aldivânia alega que não consegue arrumar um emprego fixo porque não sabe ler nem escrever. “Quem quer uma pessoa analfabeta e que nem enxerga como eu?”, indaga.

Além de Gabriele e Tauane, Aldivânia também é mãe de mais dois filhos que não vivem com ela. As três moram em um barracão emprestado por um ex-cunhado dela. As despesas ela paga com o dinheiro que ganha fazendo bicos. “Às vezes aparece alguém querendo fazer a unha ou com uma trouxa de roupas pra eu lavar. E assim eu vou vivendo”, diz. A creche São Judas Tadeu também doa cestas básicas para família. Aldivânia não mora com nenhum dos pais dos seus filhos, mas diz que o de Gabriele às vezes a ajuda com dinheiro.

A manicure afirma que se tornou dependente do álccol por causa da ansiedade em que vive. “Estou sempre preocupada com os meus filhos, de não conseguir ajudá-los. O meu filho mais velho, que o pai levou de mim e não devolveu, me faz muita falta.“ A Creche São Judas Tadeu ajuda crianças carentes e recebe doações.

sábado, 17 de outubro de 2009

Agressões sérias ao organismo

A médica Magda Vaissman, professora do Instituto de Psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para a agressão aos órgãos do aparelho digestivo quando a comida e seus nutrientes são substituídos pelo álcool. Além da perda de apetite, outras consequências do consumo exagerado são a esofagite, a gastrite hemorrágica, a hepatite alcoólica, as varizes e hemorragias, a diabete secundária, entre outras. Ela lembra que abster-se do álcool exige estratégias como trabalhos de terapia de grupo, reuniões dos Alcoólicos Anônimos (AA) e avaliações clínicas para medir os prejuízos orgânicos do consumo.

Não há uma causa determinada para desenvolver a drunkorexia. Um conjunto de fatores, como predisposição genética, obsessão por seguir padrões e dificuldades afetivas, ajudam a explicar o transtorno. Na trama de Manoel Carlos, Renata vive frustrada por sua carreira de atriz e modelo não dar certo e sempre se lamenta à base de vários goles. O autor já adiantou que quando a personagem for largada pelo namorado, Miguel (Mateus Solano), que não aprova suas atitudes, seu vício aumentará.

A associação entre magreza e abuso de álcool adquiriu um perigoso ar de glamour. Foi o que descobriu a jornalista Rosângela Vieira Rocha, autora do livro Fome de Rosas, ficção que tem distúrbios alimentares como pano de fundo. Para escrever o trabalho, a jornalista, que é professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), fez uma extensa pesquisa sobre o tema. Nas centenas de sites e grupos no Orkut dedicados ao assunto, Rosângela viu que as anoréxicas vêm disseminando a ideia de que transtornos alimentares não são doenças, mas um estilo de vida.

Mal de Princesas
Algumas jovens, em anonimato, chegam a dizer que se sentem mais magras quando bêbadas. Outras se comparam às princesas. A anorexia é tratada como “mal de princesas” porque não faltam casos como os das princesas Diana, Caroline de Mônaco e Vitória, da Suécia, que foram diagnosticadas em diferentes momentos da vida como anoréxicas. “A realidade é que a anorexia é uma doença muito feia. Acho difícil uma novela mostrar, por exemplo, cenas de vômito e o estrago que é feito no corpo”, diz a jornalista.

Para Rosângela, o transtorno não é apenas um problema cultural. “Há camadas mais profundas na compreensão da anorexia. De modo geral, são meninas que têm relacionamento muito difícil com suas mães e com o feminino em geral. Não comer e não ter curvas é uma maneira de negação da feminilidade”, explica. É a opção pela fome e a embriaguez em meio à fartura.

Dose de risco

Beber para não comer e emagrecer. Essa é a receita quase sempre fatal da drunkorexia, transtorno alimentar que ganha visibilidade na novela Viver a Vida

Renata, assim como muitas mulheres, tem vários sonhos. Quer ser modelo ou atriz. Também como algumas mulheres, ela sabe que ser magra virou um imperativo cultural numa sociedade que supervaloriza a imagem. Renata compreende que o corpo sem excessos – sem gorduras, flacidez, estrias ou celulites – é o único que, mesmo sem roupas, está decentemente vestido. Renata, como quase todas as mulheres de sua idade, não quer engordar. Por isso ela bebe.

A partir desta semana o drama de Renata, personagem da atriz Bárbara Paz na novela Viver a Vida (TV Globo/TV Anhanguera), ganhará mais visibilidade. Com a personagem, o autor Manoel Carlos pretende alertar sobre o risco da drunkorexia (do inglês: drunk, que significa bêbado) ou anorexia alcoólica. O termo não é científico, mas já circula pela internet e pelos consultórios médicos. Ainda pouco conhecido, o transtorno alimentar ocorre quando as doentes – a maioria é mulher na faixa entre 18 e 25 anos – bebem e deixam de comer para emagrecer.

Elas transformam a obsessão pela magreza em compulsão pela bebida, em especial os destilados que suprimem o apetite e, tomados em grande quantidade, dão uma sensação de saciedade e certo enjoo da comida. O contrário também pode ocorrer: o alcoolista, em estado crônico, quase sempre desenvolve algum tipo de transtorno alimentar. No estômago vazio, sobretudo o feminino, uma mera lata de cerveja é capaz de provocar sinais de embriaguez.

Transtorno
Secretário do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o psiquiatra Marco Antônio Bessa explica que a drunkorexia faz parte do grupo de doenças ligadas às desordens alimentares como a ortorexia (fixação por uma alimentação saudável), a bulimia (episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios como vômitos ou uso de laxantes) e a manorexia (anorexia em homens).

“Na verdade, a anorexia é um transtorno psiquiátrico conhecido há bastante tempo. O que tem se comentado mais recentemente é essa associação com o álcool. Alguns pacientes, em situação mais grave, buscam também a cocaína e anfetaminas”, explica.

As drogas para alguns anoréxicos, além de inibidores de apetite, servem como um alívio para a angústia e a ansiedade que o jejum provoca. “A anorexia em si já é uma doença bastante difícil de tratar. Quando associada ao uso de drogas, essa dificuldade aumenta. Para quem sofre de anorexia alcoólica são maiores os riscos de hemorragias digestivas, problemas hepáticos e infecções em geral”, enumera o médico, que teve em seu consultório um caso recente de uma adolescente com drunkorexia.

No Brasil ainda não há estudos sobre o transtorno. Nos Estados Unidos, pesquisadores constataram que o uso de álcool entre pessoas com anorexia chega a ser maior do que entre pessoas saudáveis. As mulheres são as principais vítimas do transtorno. “Existe uma pressão social maior sobre o corpo feminino. Os modelos de sucesso que as meninas têm na adolescência estão diretamente ligados à magreza. Acho que a novela presta um grande serviço ao alertar os pais sobre esse e outros transtornos. Acaba abrindo o diálogo”, defende a psicóloga Annelize Lisita, especialista em dependência química.

As desordens alimentares têm origem em comportamentos tolerados, glorificados e até mesmo reforçados pela sociedade. Na cultura das celebridades, o normal e até chique é ser magra, tomar muitos porres homéricos e, invariavelmente, acabar num centro de reabilitação. A atriz Lindsay Lohan e a cantora Amy Winehouse são os melhores símbolos disso. Foi na última que Bárbara Paz foi buscar inspiração para compor sua personagem na novela.

“Nunca tinha ouvido falar da doença. Quando fui convidada para a novela, comecei a ler livros sobre anorexia e alcoolismo. Fui também em uma psicanalista e psiquiatra para entender melhor a doença e a reação dessas jovens – históricos, causas e efeitos”, explicou Bárbara, em entrevista por e-mail ao POPULAR. Para ela, o drama de Renata vai servir de exemplo e estimular o debate. “Acho que a novela tem um grande dever social de alertar os jovens e as famílias de que isso, que pode ser só uma brincadeira de emagrecimento, pode ser tornar uma doença grave. Muito grave. Os efeitos que a ausência do alimento e o abuso do álcool provocam no organismo são seriíssimos.”

Aos 17 anos, então aspirante a modelo, Bárbara sofreu um acidente de carro. Numa festa encontrou-se com mais duas amigas, beberam muito e saíram de carro, que bateu numa pilastra de um prédio. O vidro do carro entrou rasgando no rosto de Bárbara. As duas amigas desmaiaram instantaneamente. A única desperta, Bárbara saiu pelo vidro do veículo. Seu maxilar pendia, solto, no rosto. Os músculos faciais estavam dilacerados. A língua e o céu da boca, cortados. Com duas cicatrizes no rosto ela teve de deixar os planos de modelo de lado.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Alcoolismo na adolescencia

Infelizmente o alcoolismo na adolescência já é muito comum nos dias de hoje. A maioria dos adolescentes acabam experimentando a bebida alcoólica, apenas para se aparecer para seus conhecidos e amigos, ou para não ser o careta da turma. Eles bebem em festas, em baladas, em lugares públicos, nos bares, nas casas de amigos e muitos outros lugares.

Os adolescentes começam beber socialmente, pensando que jamais poderão se tornar viciados, e muitas vezes acabam se tornando verdadeiros alcoólatras. E é incrível que esse medo da dependência não afeta os jovens.

Existe uma lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para os menores de 18 anos, a Lei nº 9.294, publicada em 15 de julho de 1996. Porem muitos pontos de venda, não respeitam essa lei, e vendem para qualquer um, pensando apenas em seu dinheiro