- Entenda que recaídas fazem parte do processo de recuperação e não se deve culpar ou julgar o indivíduo que, no fundo, só estava buscando aliviar os sentimentos ruins que vem junto com a abstinência;
- Quando o indivíduo demonstra irritabilidade, passa a faltar nas reuniões dos grupos de apoio, parece estar frustrado e piora seu desempenho no trabalho e/ou escola, pode ser que ele esteja tendo uma recaída. Nesses casos, é importante buscar ajuda o mais rápido possível;
- Incentivar o dependente a criar novos hábitos saudáveis ajuda a mantê-lo ocupado com outras coisas, evitando uma recaída;
- Exercícios físicos são ótimos substitutos para o álcool, visto que liberam neurotransmissores relacionados ao prazer no cérebro, evitando sentimentos como angústia e ansiedade causados pela abstinência;
- Evite situações que lembrem ao vícios: festas, pessoas envolvidas nos vícios, comemorações onde há bebidas, etc.;
- Estimule novas amizades, relacionamentos saudáveis com pessoas que tenham bons hábitos e, principalmente, não bebem;
- Em caso de recaída, estimule o dependente a voltar para a clínica. Deixar como está e fingir que vai ficar tudo bem só piora a situação;
- Auxilie o paciente numa reorganização da própria rotina, com novas atividades como um novo emprego, cursos, terapias, entre outros. Manter a mente ocupada é importante para resistir às tentações;
- Incentive o alcoolista a nunca abandonar o acompanhamento profissional, pois muitos casos de remissão, quando param a terapia ou os grupos de apoio, voltam a beber;
- O apoio da família e dos amigos é indispensável para uma boa recuperação. Jamais repreenda o alcoolista, principalmente após recaídas, e sempre demonstre apoio e carinho.
domingo, 15 de abril de 2018
Recaídas do alcoolista
Consequencias e efeitos colaterais do alcoolismo
Gastrites e úlceras
Danos hepáticos
Pancreatite e diabetes
Síndrome de Wernicke-Korsakoff
Alterações circulatórias
Aterosclerose
Câncer
Síndrome do alcoolismo fetal
Complicações sociais
Morte
Consequências físicas e psíquicas do alcoolismo
Danos no sistema nervoso
Remédios e medicamentos para alcoolismo
- Dissulfiram: Este fármaco promove uma sensação desagradável se o indivíduo ingere qualquer quantidade mínina de álcool, criando uma aversão às bebidas alcoólicas;
- Naltrexona: Ajuda a reduzir a compulsividade e a vontade de beber;
- Acomprosato: Não se sabe exatamente o mecanismo de ação deste medicamento, mas acredita-se que ele restabeleça o equilíbrio químico prejudicado pelo uso de álcool;
- Oxibato de sódio: Melhora a neurotransmissão de GABA e diminui os níveis de glutamato, auxiliando no período de desintoxicação.
Alcoólicos Anônimos
Alcoolismo tem cura? Qual o tratamento?
terça-feira, 10 de abril de 2018
Remédio para alcoolismo
Voltado para pessoas que bebem mais de 7,5 doses de álcool por dia, o nalmefene, já oferecido na Escócia, é uma tentativa do governo britânico diminuir o consumo de bebidas alcoólicas no país.
Segundo estatísticas do sistema de saúde do Reino Unido, 8.367 pessoas morreram em decorrência de complicações relacionadas ao consumo excessivo de álcool em 2012, último ano em que o estudo foi realizado.
Vendido com o nome de Selincro em vinte países da Europa desde 2013, o nalmefene bloqueia a sensação de prazer trazida pela bebida, diminuindo no paciente a necessidade de ingerir álcool.
De acordo com testes feitos pelo laboratório fabricante em pacientes-teste, o nalmefene reduziu em 60% a vontade de beber, quando comparado com apoio psicológico e placebo.
A Lundbeck, empresa que fabrica o Selincro, afirma que além do uso da droga, o paciente necessita de acompanhamento emocional durante o tratamento.
O nalmefeme também não previne os efeitos intoxicantes do álcool ou as consequências do consumo excessivo, como suor, dor de cabeça e enjoo.
Segundo a fabricante, não há previsão do Selincro chegar ao Brasil.
Controvérsia
O anúncio de que o governo britânico planeja implantar o nalmefene no sistema público de saúde gerou polêmica no Reino Unido.
De acordo com os médicos contrários ao uso da droga, existem alternativas mais eficientes e baratas para resolver o problema do consumo excessivo de álcool, como aumentar a tributação ou reduzir o espaço publicitário de bebidas.
"Ele pode criar a ideia de que medicar um grande número de pessoas é melhor do que outras medidas existentes para reduzir o consumo de álcool", disse à BBC Niahm Fitzgerald, especialista em estudos do álcool na Universidade de Stirling, na Inglaterra.
Além disso, a efetividade do remédio também foi contestada. "Todos os testes foram feitos em pessoas que queriam reduzir a quantidade de álcool que consumiam", afirmou Matt Field, professor da Universidade de Liverpool.
"Ele simplesmente não foi testado em pessoas que não estão interessadas em reduzir seu consumo de álcool e a maioria dos médicos acredita que nenhum tratamento pode funcionar a não ser que as pessoas estejam motivadas a mudar", disse.
Outros médicos também afirmam que a meta do tratamento de pessoas alcoólatras é a abstinência e não apenas a redução no consumo da bebida.
Como prevenir o alcoolismo ?
Não importa se é em uma festa, ou só uma vez na semana: indivíduos predispostos ao problema devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Se você não tem histórico familiar de alcoolismo na família, isso não significa estar livre para beber o quanto quiser. Caso você beba, o ideal é manter-se dentro do nível saudável estipulado pela OMS de, no máximo, 1 drink por dia para as mulheres e, para os homens, 2 drinks.
Por mais que a pessoa negue, um diagnóstico de alcoolismo é uma coisa séria. Muitas vezes, o indivíduo demora muito para procurar ajuda porque simplesmente nega ter qualquer problema com álcool.
Se você conhece alguém que não consegue parar de beber, ou se você mesmo se identifica com esses sintomas, procure ajuda! O tratamento pode melhorar muito sua qualidade de vida e aspectos sociais.
Compartilhe esse texto com seus amigos e familiares para que mais pessoas saibam identificar e ajudar um alcoólatra! Qualquer dúvida, pode perguntar que responderemos com prazer.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Os problemas do álcool mais comuns
Abuso de álcool muitas vezes resulta em ausência de, e desempenho prejudicado em, escola e no trabalho, negligência de cuidados de criança ou responsabilidades familiares, as dificuldades legais e consumo de álcool em circunstâncias fisicamente perigosas, como enquanto estiver dirigindo. Indivíduos que abusam do álcool pode continuar a beber apesar de saber que a bebida faz com que eles recorrentes e importantes problemas sociais, interpessoais ou legal.
Dependência do álcool é uma doença crônica e progressiva, muitas vezes, que inclui uma forte necessidade de beber apesar das repetidas problemas sociais ou interpessoais, tais como perda de um emprego ou deteriorar as relações com amigos e familiares. Dependência do álcool geralmente tem um curso previsível, sintomas reconhecíveis, e é influenciado por uma complexa interação de genes, fatores psicológicos, tais como a influência de familiares e amigos, eo efeito da cultura sobre o comportamento de beber e atitudes. Os cientistas estão cada vez mais capaz de definir e compreender os fatores genéticos e ambientais que tornam um indivíduo vulnerável ao alcoolismo.
Você tem um problema com álcool?
Responder a estas 20 perguntas lhe dará uma idéia se seus padrões de consumo são seguros, de risco ou nocivas. Seja honesto com você mesmo, você só vai ver os resultados do seu teste e você só pode se beneficiar se as suas respostas estão corretas.
O Alcoolismo
Muitos outros tipos de problemas de álcool não implicam dependência do álcool, mas são, no entanto, prejudicial em seu efeito sobre uma pessoa é o trabalho, saúde e relacionamentos. Além disso, problemas com o álcool de menor gravidade muitas vezes pode progredir para o alcoolismo se não tratada.
domingo, 22 de agosto de 2010
Comissão do Senado proíbe justa causa em situação de alcoolismo
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que proíbe a demissão por justa causa de trabalhadores dependentes de álcool. A demissão só será permitida se o dependente recusar tratamento. Como tem caráter terminativo, o projeto segue direto para a Câmara dos Deputados.
Atualmente, o alcoolismo é considerado uma das causas para demissão por justa causa na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O mesmo vale para os servidores públicos.
O autor do projeto, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), argumenta que a legislação deveria ter evoluído para tratar o tema como uma doença. “O alcoolismo, já há tempos, deixou de ser tido na conta de uma falha moral e foi reconhecido como a severa e altamente incapacitante moléstia que realmente é. No entanto, a legislação social brasileira não acompanhou essa evolução”.
O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos da União (RJU) e o Plano de Benefícios da Previdência Social para criar novos parâmetros de demissão do trabalhador dependente de bebida alcoólica.
Na CLT, a proposição exclui a embriaguez habitual como motivadora de justa causa. O RJU passará a prever que o servidor alcoólatra não seja demitido se apresentar os sintomas de absenteísmo e o comportamento incontinente e insubordinado, comuns em casos de dependência. Já o Plano de Benefícios da Previdência, pelo projeto, garantirá, ao empregado que tenha recebido auxílio-doença em razão de sua dependência ao álcool, estabilidade provisória no emprego por 12 meses após o término do benefício.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Álcool e atividade física
Para atletas, além disso, o álcool não faz parte de um estilo de vida compatível com o alto rendimento, pois prejudica o desempenho, já que ocasiona perda de concentração, coordenação, fadiga e desidratação.
Perigos do álcool. Ao consumir uma bebida alcoólica as primeiras sensações são de euforia, conversa solta. À medida que continuamos bebendo, o nível de álcool no sangue vai aumentando, afetando nosso raciocínio e julgamento, coordenação motora, controle e consciência, podendo, em situações extremas, levar ao coma e até a morte.
Danos a longo prazo. O consumo regular de quantidades consideráveis de álcool prejudica o fígado, o coração e o cérebro, provocando danos permanentes a estes órgãos. O excesso de álcool também pode causar diferentes tipos de câncer.
Efeitos do álcool sobre o cérebro. As células cerebrais são particularmente sensíveis à exposição excessiva ao álcool. O cérebro diminui, mesmo em pessoas que bebem moderadamente. A extensão da retração é proporcional a quantidade ingerida.
Abstinência, junto com uma boa nutrição, reverte alguma lesão cerebral, ou toda ela, se o beber em excesso não se estendeu por mais alguns anos. Contudo, beber além da capacidade de recuperar-se por períodos prolongados pode causar dano severo e irreversível à visão, memória, capacidade de aprendizado e a outras funções.
Qualquer um que tenha tomado uma bebida alcoólica experimentou um dos efeitos físicos causados pelo álcool: aumento da produção de urina. Isso acontece porque o álcool deprime a produção de hormônio antidiurético pelo cérebro. A perda de água corporal leva à sede. O único líquido que aliviará a desidratação é a água, mas, se as únicas bebidas disponíveis contiverem álcool, cada drinque pode agravar a sede. O “bebedor” inteligente, então, alterna as bebidas alcoólicas com escolhas não alcoólicas e usa as últimas para aplacar a sede.
A água perdida durante a depressão hormonal leva com ela minerais importantes, como o magnésio, potássio, cálcio e zinco, diminuindo as reservas do organismo. Esses minerais são vitais para o balanço hídrico e para a coordenação nervosa e muscular. Quando o beber acarreta perdas, os minerais devem ser repostos no dia seguinte para que as deficiências não se agravem.
O poder engordativo do álcool. As calorias do álcool devem ser consideradas como gordura na dieta, porque no organismo ocorrem interações metabólicas entre a gordura e o álcool. O organismo ao receber gordura e álcool, armazena a gordura e se livra do álcool tóxico queimando-o como combustível. O álcool pode promover armazenamento de gordura, particularmente na área abdominal central – a “barriga de cerveja”, observada nos consumidores moderados de álcool.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Alcoolismo na família
Se voçê conhece alguém que sofre por problemas ligados ao álcool, já se apercebeu, com certeza da gravidade das sua dificuldade.
O alcoolismo não atinge unicamente as pessoas dependentes do álcool, mas tem também repercussões na família, no seu conjunto, nas relações profissionais e privadas, assim como na sociedade em geral.
Há em Portugal cerca de 600.000 dependentes do álcool, e relacionados com estes, haverá cerca de 2.400.000 pessoas que vivem directa ou indirectamente as consequências da doença alcoólica.
Mas há, no entanto, soluções meios e pessoas que poderão ajudar os doentes alcoólicos e as suas famílias a sair dos seus problemas e reencontrar a esperança para todos.
O processo de resolução deste problema é constituído por 3 etapas:
Informação sobre a doença alcoólica;
Conhecimento e compreensão do papel de cada um no seio da família com problemas ligados ao álcool;
Procura de ajuda por si próprio e restantes elementos envolvidos no sistema família
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Como tratar o Alcoolismo
Há, atualmente, muitas formas eficazes de se tratar o alcoolismo. O método mais simples, para casos mais leves, é a realização de consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar experiente (incluindo psiquiatra ou psicólogo) com o apoio da família, onde são discutidas as dificuldades de abandonar o vício e encorajados os esforços. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool, dependendo diretamente da freqüência das consultas.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Luta pelos filhos e contra o alcoolismo
Quando chegou na Creche São Judas Tadeu, Gabriele, de 5 anos, mal conseguia levantar os braços e não tinha forças para brincar porque não se alimentava direito. Segundo a mãe da garota, Aldivânia Silva Oliveira, de 43 anos, que faz bicos como manicure e lavadeira, ela não podia trabalhar, pois não tinha com quem deixar as duas filhas pequenas, e não conseguia dinheiro para comprar comida.
Hoje Gabriele está saudável e engordou um pouco, graças ao atendimento que recebe na creche, onde fica o dia todo. Aldivânia conseguiu o benefício para a filha quando foi até a unidade para a festa de aniversário de uma prima da menina. Um dos diretores da creche sensibilizou-se com a situação da garota e a matriculou na instituição.
Aldivânia também sofre com outro problema que muitas vezes a impede de conseguir trabalho. Ela é dependente do álcool e do cigarro. “No dia que não posso comprar minha ‘pinguinha’ e meu cigarro, fico doida”, revela.
A manicure diz que tem consciência do mal que a bebida causa, inclusive a impedindo de trabalhar, mas confessa que não consegue ficar sem o vício. “Não deixo de comprar comida para minhas filhas, mas dou um jeito de beber e comprar meu cigarro.” Aldivânia alega que não consegue arrumar um emprego fixo porque não sabe ler nem escrever. “Quem quer uma pessoa analfabeta e que nem enxerga como eu?”, indaga.
Além de Gabriele e Tauane, Aldivânia também é mãe de mais dois filhos que não vivem com ela. As três moram em um barracão emprestado por um ex-cunhado dela. As despesas ela paga com o dinheiro que ganha fazendo bicos. “Às vezes aparece alguém querendo fazer a unha ou com uma trouxa de roupas pra eu lavar. E assim eu vou vivendo”, diz. A creche São Judas Tadeu também doa cestas básicas para família. Aldivânia não mora com nenhum dos pais dos seus filhos, mas diz que o de Gabriele às vezes a ajuda com dinheiro.
A manicure afirma que se tornou dependente do álccol por causa da ansiedade em que vive. “Estou sempre preocupada com os meus filhos, de não conseguir ajudá-los. O meu filho mais velho, que o pai levou de mim e não devolveu, me faz muita falta.“ A Creche São Judas Tadeu ajuda crianças carentes e recebe doações.
sábado, 17 de outubro de 2009
Agressões sérias ao organismo
A médica Magda Vaissman, professora do Instituto de Psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para a agressão aos órgãos do aparelho digestivo quando a comida e seus nutrientes são substituídos pelo álcool. Além da perda de apetite, outras consequências do consumo exagerado são a esofagite, a gastrite hemorrágica, a hepatite alcoólica, as varizes e hemorragias, a diabete secundária, entre outras. Ela lembra que abster-se do álcool exige estratégias como trabalhos de terapia de grupo, reuniões dos Alcoólicos Anônimos (AA) e avaliações clínicas para medir os prejuízos orgânicos do consumo.
Não há uma causa determinada para desenvolver a drunkorexia. Um conjunto de fatores, como predisposição genética, obsessão por seguir padrões e dificuldades afetivas, ajudam a explicar o transtorno. Na trama de Manoel Carlos, Renata vive frustrada por sua carreira de atriz e modelo não dar certo e sempre se lamenta à base de vários goles. O autor já adiantou que quando a personagem for largada pelo namorado, Miguel (Mateus Solano), que não aprova suas atitudes, seu vício aumentará.
A associação entre magreza e abuso de álcool adquiriu um perigoso ar de glamour. Foi o que descobriu a jornalista Rosângela Vieira Rocha, autora do livro Fome de Rosas, ficção que tem distúrbios alimentares como pano de fundo. Para escrever o trabalho, a jornalista, que é professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), fez uma extensa pesquisa sobre o tema. Nas centenas de sites e grupos no Orkut dedicados ao assunto, Rosângela viu que as anoréxicas vêm disseminando a ideia de que transtornos alimentares não são doenças, mas um estilo de vida.
Mal de Princesas
Algumas jovens, em anonimato, chegam a dizer que se sentem mais magras quando bêbadas. Outras se comparam às princesas. A anorexia é tratada como “mal de princesas” porque não faltam casos como os das princesas Diana, Caroline de Mônaco e Vitória, da Suécia, que foram diagnosticadas em diferentes momentos da vida como anoréxicas. “A realidade é que a anorexia é uma doença muito feia. Acho difícil uma novela mostrar, por exemplo, cenas de vômito e o estrago que é feito no corpo”, diz a jornalista.
Para Rosângela, o transtorno não é apenas um problema cultural. “Há camadas mais profundas na compreensão da anorexia. De modo geral, são meninas que têm relacionamento muito difícil com suas mães e com o feminino em geral. Não comer e não ter curvas é uma maneira de negação da feminilidade”, explica. É a opção pela fome e a embriaguez em meio à fartura.
Dose de risco
Beber para não comer e emagrecer. Essa é a receita quase sempre fatal da drunkorexia, transtorno alimentar que ganha visibilidade na novela Viver a Vida
Renata, assim como muitas mulheres, tem vários sonhos. Quer ser modelo ou atriz. Também como algumas mulheres, ela sabe que ser magra virou um imperativo cultural numa sociedade que supervaloriza a imagem. Renata compreende que o corpo sem excessos – sem gorduras, flacidez, estrias ou celulites – é o único que, mesmo sem roupas, está decentemente vestido. Renata, como quase todas as mulheres de sua idade, não quer engordar. Por isso ela bebe.
A partir desta semana o drama de Renata, personagem da atriz Bárbara Paz na novela Viver a Vida (TV Globo/TV Anhanguera), ganhará mais visibilidade. Com a personagem, o autor Manoel Carlos pretende alertar sobre o risco da drunkorexia (do inglês: drunk, que significa bêbado) ou anorexia alcoólica. O termo não é científico, mas já circula pela internet e pelos consultórios médicos. Ainda pouco conhecido, o transtorno alimentar ocorre quando as doentes – a maioria é mulher na faixa entre 18 e 25 anos – bebem e deixam de comer para emagrecer.
Elas transformam a obsessão pela magreza em compulsão pela bebida, em especial os destilados que suprimem o apetite e, tomados em grande quantidade, dão uma sensação de saciedade e certo enjoo da comida. O contrário também pode ocorrer: o alcoolista, em estado crônico, quase sempre desenvolve algum tipo de transtorno alimentar. No estômago vazio, sobretudo o feminino, uma mera lata de cerveja é capaz de provocar sinais de embriaguez.
Transtorno
Secretário do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o psiquiatra Marco Antônio Bessa explica que a drunkorexia faz parte do grupo de doenças ligadas às desordens alimentares como a ortorexia (fixação por uma alimentação saudável), a bulimia (episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios como vômitos ou uso de laxantes) e a manorexia (anorexia em homens).
“Na verdade, a anorexia é um transtorno psiquiátrico conhecido há bastante tempo. O que tem se comentado mais recentemente é essa associação com o álcool. Alguns pacientes, em situação mais grave, buscam também a cocaína e anfetaminas”, explica.
As drogas para alguns anoréxicos, além de inibidores de apetite, servem como um alívio para a angústia e a ansiedade que o jejum provoca. “A anorexia em si já é uma doença bastante difícil de tratar. Quando associada ao uso de drogas, essa dificuldade aumenta. Para quem sofre de anorexia alcoólica são maiores os riscos de hemorragias digestivas, problemas hepáticos e infecções em geral”, enumera o médico, que teve em seu consultório um caso recente de uma adolescente com drunkorexia.
No Brasil ainda não há estudos sobre o transtorno. Nos Estados Unidos, pesquisadores constataram que o uso de álcool entre pessoas com anorexia chega a ser maior do que entre pessoas saudáveis. As mulheres são as principais vítimas do transtorno. “Existe uma pressão social maior sobre o corpo feminino. Os modelos de sucesso que as meninas têm na adolescência estão diretamente ligados à magreza. Acho que a novela presta um grande serviço ao alertar os pais sobre esse e outros transtornos. Acaba abrindo o diálogo”, defende a psicóloga Annelize Lisita, especialista em dependência química.
As desordens alimentares têm origem em comportamentos tolerados, glorificados e até mesmo reforçados pela sociedade. Na cultura das celebridades, o normal e até chique é ser magra, tomar muitos porres homéricos e, invariavelmente, acabar num centro de reabilitação. A atriz Lindsay Lohan e a cantora Amy Winehouse são os melhores símbolos disso. Foi na última que Bárbara Paz foi buscar inspiração para compor sua personagem na novela.
“Nunca tinha ouvido falar da doença. Quando fui convidada para a novela, comecei a ler livros sobre anorexia e alcoolismo. Fui também em uma psicanalista e psiquiatra para entender melhor a doença e a reação dessas jovens – históricos, causas e efeitos”, explicou Bárbara, em entrevista por e-mail ao POPULAR. Para ela, o drama de Renata vai servir de exemplo e estimular o debate. “Acho que a novela tem um grande dever social de alertar os jovens e as famílias de que isso, que pode ser só uma brincadeira de emagrecimento, pode ser tornar uma doença grave. Muito grave. Os efeitos que a ausência do alimento e o abuso do álcool provocam no organismo são seriíssimos.”
Aos 17 anos, então aspirante a modelo, Bárbara sofreu um acidente de carro. Numa festa encontrou-se com mais duas amigas, beberam muito e saíram de carro, que bateu numa pilastra de um prédio. O vidro do carro entrou rasgando no rosto de Bárbara. As duas amigas desmaiaram instantaneamente. A única desperta, Bárbara saiu pelo vidro do veículo. Seu maxilar pendia, solto, no rosto. Os músculos faciais estavam dilacerados. A língua e o céu da boca, cortados. Com duas cicatrizes no rosto ela teve de deixar os planos de modelo de lado.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Alcoolismo na adolescencia
Os adolescentes começam beber socialmente, pensando que jamais poderão se tornar viciados, e muitas vezes acabam se tornando verdadeiros alcoólatras. E é incrível que esse medo da dependência não afeta os jovens.
Existe uma lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para os menores de 18 anos, a Lei nº 9.294, publicada em 15 de julho de 1996. Porem muitos pontos de venda, não respeitam essa lei, e vendem para qualquer um, pensando apenas em seu dinheiro.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Drama familiar motivou voluntariado
O vendedor autônomo Marcelo Sousa Lopes, de 44 anos, nasceu e foi criado numa família estruturada. Sabia que o pai já teve problema com o álcool, mas era algo que estava no passado. A imagem que foi construída era a de herói.
As dificuldades começaram a surgir quando seus pais decidiram se separar. Nesta época, seu pai voltou a beber. Por dez anos, viveu meio largado, morando de pensão em pensão, até que Marcelo se casou e levou o pai para morar com ele. Foram 13 anos de dificuldades, um verdadeiro calvário.
Quando criança, Marcelo costumava ser o organizador de brincadeiras, nas quais reunia os amigos do bairro. Já na adolescência começou, com outros amigos, a editar jornais comunitários e participar de mutirões para limpeza de bocas-de-lobo e lotes.
Religioso, freqüentava a igreja e participava das missas. E foi justamente na fé e na comunidade católica que freqüentava que ele encontrou o remédio para curar as mazelas que haviam tomado conta de sua família. Impotente diante da realidade do pai, Marcelo e o irmão chegaram a interná-lo numa clínica para desintoxicação, onde permaneceu por 30 dias. Foi quando conheceu um dos fundadores da Associação Servos de Deus e resolveu conhecer o trabalho que a instituição fazia no atendimento a pessoas dependentes químicos e do álcool.
Marcelo decidiu tirar o pai da clínica e, acompanhado da mulher e do irmão, passou a participar das reuniões semanais destinadas às famílias e dependentes. Lá, se interessou pelo trabalho e começou a ajudar. Começou e não parou mais.
No início, auxiliava na recepção dos participantes e fazia anotações das reuniões. Com o tempo, foi se envolvendo cada vez mais e passou a auxiliar na triagem das famílias e dependentes que seriam encaminhados para o tratamento de nove meses, numa chácara mantida pela associação.
Da Associação Servos de Deus, o vendedor autônomo também começou a prestar serviço voluntário em outras entidades e projetos ligados à Igreja Católica. Hoje, dedica praticamente todas as noites da semana para trabalhos voluntários.
Na Associação Servos de Deus ele reencontrou o pai-herói que conheceu na infância e adolescência. Motivo mais do que suficiente para que ele mantivesse sua dedicação às obras sociais e de auxílio ao próximo.
A Associação Servos de Deus presta assistência a crianças, adolescentes, pessoas dependentes químicos e do álcool. Precisa de doações de alimentos, roupas, materiais de construção e contribuição em dinheiro.
