domingo, 15 de abril de 2018

Recaídas do alcoolista

Após alguns meses ou anos sem beber qualquer coisa, vem a notícia: o alcoolista em remissão voltou a beber. É uma situação horrível, na qual o próprio indivíduo se sente uma falha e as pessoas ao seu redor podem acabar decepcionados ao invés de compreender.
Algumas dicas do que fazer quando isso acontecer são:
  • Entenda que recaídas fazem parte do processo de recuperação e não se deve culpar ou julgar o indivíduo que, no fundo, só estava buscando aliviar os sentimentos ruins que vem junto com a abstinência;
  • Quando o indivíduo demonstra irritabilidade, passa a faltar nas reuniões dos grupos de apoio, parece estar frustrado e piora seu desempenho no trabalho e/ou escola, pode ser que ele esteja tendo uma recaída. Nesses casos, é importante buscar ajuda o mais rápido possível;
  • Incentivar o dependente a criar novos hábitos saudáveis ajuda a mantê-lo ocupado com outras coisas, evitando uma recaída;
  • Exercícios físicos são ótimos substitutos para o álcool, visto que liberam neurotransmissores relacionados ao prazer no cérebro, evitando sentimentos como angústia e ansiedade causados pela abstinência;
  • Evite situações que lembrem ao vícios: festas, pessoas envolvidas nos vícios, comemorações onde há bebidas, etc.;
  • Estimule novas amizades, relacionamentos saudáveis com pessoas que tenham bons hábitos e, principalmente, não bebem;
  • Em caso de recaída, estimule o dependente a voltar para a clínica. Deixar como está e fingir que vai ficar tudo bem só piora a situação;
  • Auxilie o paciente numa reorganização da própria rotina, com novas atividades como um novo emprego, cursos, terapias, entre outros. Manter a mente ocupada é importante para resistir às tentações;
  • Incentive o alcoolista a nunca abandonar o acompanhamento profissional, pois muitos casos de remissão, quando param a terapia ou os grupos de apoio, voltam a beber;
  • O apoio da família e dos amigos é indispensável para uma boa recuperação. Jamais repreenda o alcoolista, principalmente após recaídas, e sempre demonstre apoio e carinho.

Consequencias e efeitos colaterais do alcoolismo

Gastrites e úlceras

Não raramente, o álcool leva à erosão das paredes do estômago, desencadeando uma inflamação da mucosa estomacal (gastrite), assim como úlceras gástricas, feridas que podem se desenvolver no estômago, esôfago ou intestino.

Danos hepáticos

O fígado é, definitivamente, o órgão que mais sofre com as agressões do álcool.
Começa com um simples acúmulo de gordura no fígado, que logo evolui para hepatite (inflamação) e fibrose, por uma tentativa de defesa do fígado. Aos poucos, a situação piora, até chegar na cirrose, doença caracterizada por cicatrizes e insuficiência hepática.

Pancreatite e diabetes

A agressão do álcool pelo trato digestivo também pode causar inflamação no pâncreas. Essa inflamação pode levar a destruição de tecido pancreático, juntamente com as células produtoras de insulina. Desse modo, pode-se desenvolver também diabetes.

Síndrome de Wernicke-Korsakoff

Como o álcool afeta a absorção de alguns nutrientes, é comum que alcoolistas sofram também com a síndrome de Wernicke-Korsakoff. Essa doença é caracterizada pela falta de vitamina B1 (tiamina), causando paralisia de alguns músculos, problemas oftalmológicos e distúrbios de estado mental.

Alterações circulatórias

O álcool também promove alterações na circulação sanguínea, podendo levar a doenças como hipertensão (pressão alta) e aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Aterosclerose

Por alterar o funcionamento do fígado, o abuso do álcool prejudica os níveis de colesterol na corrente sanguínea. Dessa forma, o colesterol pode se acumular nas paredes das artérias, levando ao endurecimento e estreitamento das mesmas. Essa condição é chamada de aterosclerose.

Câncer

O consumo frequente de álcool é um grande fator de risco para o desenvolvimento de câncer, especialmente no aparelho digestivo, que envolve a boca, esôfago, estômago, intestinos e fígado. No entanto, os riscos de câncer não se limitam à esse trajeto, podendo aumentar em outros órgãos também.

Síndrome do alcoolismo fetal

Mulheres alcoólatras em idade fértil devem tomar muito cuidado para não engravidar enquanto não conseguirem ficar em abstinência total. Isso porque o consumo de álcool enquanto grávida, independente de quantidade, causa danos ao feto, levando a malformações congênitas.

Complicações sociais

O alcoólatra também pode sofrer com muitos problemas sociais ao não se tratar.
Não raramente, o dependente acaba faltando no trabalho, escola, faculdade ou outras ocupações, por serem locais nos quais não pode beber, ou por conta dos sintomas da ressaca. Isso pode levá-lo ao desemprego.
As relações interpessoais ficam em segundo plano e muitas acabam sendo desfeitas. O alcoolista pode acabar ficando violento, tanto quando bebe quanto quando está em abstinência. A família e os amigos podem abandoná-lo, ou ele mesmo pode acabar saindo de casa para se entregar inteiramente à bebida, indo morar na rua.

Morte

Tanto pela intoxicação aguda quanto pelas complicações, o álcool leva à morte. Enquanto o acúmulo acima de 5g de álcool por litro de sangue pode levar à parada respiratória, diversas doenças causadas pelo álcool facilmente levam ao óbito.

Consequências físicas e psíquicas do alcoolismo

O álcool é um grande fator de risco para o desenvolvimento de diversas doenças, sendo muitas delas bem graves. Atente-se sempre à saúde daquela pessoa querida que teve ou tem problemas com o álcool, pois muitas doenças podem levar à morte.
Algumas das principais consequências são:

Danos no sistema nervoso

O consumo exagerado de álcool está relacionado a danos tanto no sistema nervoso central quanto periférico. Quando se trata do SNC, o abuso da substância pode levar à demência, enquanto, no periférico, há possibilidade de diminuição de sensibilidade e força muscular das pernas.

Remédios e medicamentos para alcoolismo

Para ajudar na fase de desintoxicação, o médico pode recomendar alguns medicamentos. São eles:
  • Dissulfiram: Este fármaco promove uma sensação desagradável se o indivíduo ingere qualquer quantidade mínina de álcool, criando uma aversão às bebidas alcoólicas;
  • Naltrexona: Ajuda a reduzir a compulsividade e a vontade de beber;
  • Acomprosato: Não se sabe exatamente o mecanismo de ação deste medicamento, mas acredita-se que ele restabeleça o equilíbrio químico prejudicado pelo uso de álcool;
  • Oxibato de sódio: Melhora a neurotransmissão de GABA e diminui os níveis de glutamato, auxiliando no período de desintoxicação.

Alcoólicos Anônimos

Talvez a maior organização voltada à recuperação de alcoolistas do mundo, a Alcoólicos Anônimos (AA) é uma comunidade de caráter voluntário que promove reuniões de alcoolistas em abstinência para alcançar e manter a sobriedade. Nascida nos Estados Unidos, a AA é facilmente encontrada em diversas cidades ao redor do mundo, sob a premissa de manter a sobriedade e o anonimato. A instituição é mantida por meio de doações dos próprios membros e não aceita financiamento de qualquer outra fonte.

Alcoolismo tem cura? Qual o tratamento?

Infelizmente, o alcoolismo não tem cura. Existe apenas a remissão dos sintomas, mas o alcoolista nunca mais poderá tomar um gole sequer de álcool. O processo de tratamento é complexo e demorado, mas pode ser feito com segurança quando acompanhado por profissionais capacitados. Saiba mais: Desintoxicação A primeira etapa do tratamento é a desintoxicação, na qual o paciente entra em um período de abstinência do álcool. Ele deve ser feito com o acompanhamento de um psiquiatra e pode ser necessário internação. Durante esse período, avalia-se os danos físicos e mentais do consumo de álcool em grande quantidade e por tanto tempo. Algumas vezes, o médico pode receitar medicamentos para auxiliar na desintoxicação. Eles trabalham controlando a impulsividade e dando sensações desagradáveis ao consumir álcool, por exemplo. Psicoterapia Após a desintoxicação, a psicoterapia é a próxima etapa para a remissão dos sintomas. A abordagem mais utilizada nesses casos é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que envolve a aprendizagem de técnicas para evitar recaídas, além de auxiliar na mudança de hábitos e pensamentos que podem servir de gatilho para a bebedeira. Outras abordagens psicoterápicas como a psicanálise e a gestalt-terapia também podem ajudar, especialmente se o hábito de beber está associado a outros transtornos mentais. Terapia de grupo Embora a psicoterapia individual auxilie, alguns estudos mostram que a terapia de grupo é mais eficaz na prevenção de recaídas, mudança de hábitos e situações sociais. Existem muitas clínicas e programas especializados na recuperação de alcoolistas.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Remédio para alcoolismo

Um remédio que ajuda a reduzir o consumo de álcool deve ser incluído no sistema de saúde público do Reino Unido para o tratamento de alcoólatras.

Voltado para pessoas que bebem mais de 7,5 doses de álcool por dia, o nalmefene, já oferecido na Escócia, é uma tentativa do governo britânico diminuir o consumo de bebidas alcoólicas no país.

Segundo estatísticas do sistema de saúde do Reino Unido, 8.367 pessoas morreram em decorrência de complicações relacionadas ao consumo excessivo de álcool em 2012, último ano em que o estudo foi realizado.

Vendido com o nome de Selincro em vinte países da Europa desde 2013, o nalmefene bloqueia a sensação de prazer trazida pela bebida, diminuindo no paciente a necessidade de ingerir álcool.

De acordo com testes feitos pelo laboratório fabricante em pacientes-teste, o nalmefene reduziu em 60% a vontade de beber, quando comparado com apoio psicológico e placebo.

A Lundbeck, empresa que fabrica o Selincro, afirma que além do uso da droga, o paciente necessita de acompanhamento emocional durante o tratamento.

O nalmefeme também não previne os efeitos intoxicantes do álcool ou as consequências do consumo excessivo, como suor, dor de cabeça e enjoo.

Segundo a fabricante, não há previsão do Selincro chegar ao Brasil.

Controvérsia

O anúncio de que o governo britânico planeja implantar o nalmefene no sistema público de saúde gerou polêmica no Reino Unido.

De acordo com os médicos contrários ao uso da droga, existem alternativas mais eficientes e baratas para resolver o problema do consumo excessivo de álcool, como aumentar a tributação ou reduzir o espaço publicitário de bebidas.

"Ele pode criar a ideia de que medicar um grande número de pessoas é melhor do que outras medidas existentes para reduzir o consumo de álcool", disse à BBC Niahm Fitzgerald, especialista em estudos do álcool na Universidade de Stirling, na Inglaterra.

Além disso, a efetividade do remédio também foi contestada. "Todos os testes foram feitos em pessoas que queriam reduzir a quantidade de álcool que consumiam", afirmou Matt Field, professor da Universidade de Liverpool.

"Ele simplesmente não foi testado em pessoas que não estão interessadas em reduzir seu consumo de álcool e a maioria dos médicos acredita que nenhum tratamento pode funcionar a não ser que as pessoas estejam motivadas a mudar", disse.

Outros médicos também afirmam que a meta do tratamento de pessoas alcoólatras é a abstinência e não apenas a redução no consumo da bebida.

Como prevenir o alcoolismo ?

Considerando que a dependência do álcool é desencadeada, principalmente, pelo seu uso crônico, a melhor maneira de prevenir o problema é manter-se longe de bebidas sempre.

Não importa se é em uma festa, ou só uma vez na semana: indivíduos predispostos ao problema devem evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

Se você não tem histórico familiar de alcoolismo na família, isso não significa estar livre para beber o quanto quiser. Caso você beba, o ideal é manter-se dentro do nível saudável estipulado pela OMS de, no máximo, 1 drink por dia para as mulheres e, para os homens, 2 drinks.

Por mais que a pessoa negue, um diagnóstico de alcoolismo é uma coisa séria. Muitas vezes, o indivíduo demora muito para procurar ajuda porque simplesmente nega ter qualquer problema com álcool.

Se você conhece alguém que não consegue parar de beber, ou se você mesmo se identifica com esses sintomas, procure ajuda! O tratamento pode melhorar muito sua qualidade de vida e aspectos sociais.

Compartilhe esse texto com seus amigos e familiares para que mais pessoas saibam identificar e ajudar um alcoólatra! Qualquer dúvida, pode perguntar que responderemos com prazer.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Os problemas do álcool mais comuns

Consumo excessivo de álcool é o tipo de problema mais freqüentemente bebendo praticada por jovens na faixa etária de 18-21 anos de idade. Dentro desta idade as bebedeiras do grupo é mais prevalente entre os estudantes universitários do que os não-estudantes. Os pesquisadores geralmente definem o consumo excessivo de álcool como o consumo de cinco ou mais bebidas de uma só vez para o sexo masculino e três ou mais bebidas de uma só vez para as mulheres. Bebedores binge nos campi universitários são mais propensos a danos à propriedade, têm problemas com as autoridades, faltam às aulas, ter ressacas, e lesões experiência do que aqueles que não. Estudantes que vivem em campus com altos índices de consumo excessivo de álcool experiência mais incidentes de agressão e avanços sexuais não desejados do que os estudantes nos campi com menores taxas de consumo excessivo de álcool.

Abuso de álcool muitas vezes resulta em ausência de, e desempenho prejudicado em, escola e no trabalho, negligência de cuidados de criança ou responsabilidades familiares, as dificuldades legais e consumo de álcool em circunstâncias fisicamente perigosas, como enquanto estiver dirigindo. Indivíduos que abusam do álcool pode continuar a beber apesar de saber que a bebida faz com que eles recorrentes e importantes problemas sociais, interpessoais ou legal.

Dependência do álcool é uma doença crônica e progressiva, muitas vezes, que inclui uma forte necessidade de beber apesar das repetidas problemas sociais ou interpessoais, tais como perda de um emprego ou deteriorar as relações com amigos e familiares. Dependência do álcool geralmente tem um curso previsível, sintomas reconhecíveis, e é influenciado por uma complexa interação de genes, fatores psicológicos, tais como a influência de familiares e amigos, eo efeito da cultura sobre o comportamento de beber e atitudes. Os cientistas estão cada vez mais capaz de definir e compreender os fatores genéticos e ambientais que tornam um indivíduo vulnerável ao alcoolismo.

Você tem um problema com álcool?

Responder a estas 20 perguntas lhe dará uma idéia se seus padrões de consumo são seguros, de risco ou nocivas. Seja honesto com você mesmo, você só vai ver os resultados do seu teste e você só pode se beneficiar se as suas respostas estão corretas.

O Alcoolismo

Quais são os diferentes tipos de problemas de álcool?
 
Resposta: É importante notar que os problemas do álcool ocorrem ao longo de um continuum de gravidade. O alcoolismo termo geralmente se refere ao abuso ou dependência de álcool. Dependência do álcool é o problema com o álcool mais grave e, normalmente, consiste em pelo menos três dos sete sintomas experimentados dentro de um ano. Estes sintomas incluem repetidas tentativas frustradas de parar ou reduzir, a necessidade de aumento da quantidade de álcool (tolerância), ou sintomas de abstinência após a interrupção do consumo (dependência física).
Muitos outros tipos de problemas de álcool não implicam dependência do álcool, mas são, no entanto, prejudicial em seu efeito sobre uma pessoa é o trabalho, saúde e relacionamentos. Além disso, problemas com o álcool de menor gravidade muitas vezes pode progredir para o alcoolismo se não tratada.
 

domingo, 22 de agosto de 2010

Comissão do Senado proíbe justa causa em situação de alcoolismo

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que proíbe a demissão por justa causa de trabalhadores dependentes de álcool. A demissão só será permitida se o dependente recusar tratamento. Como tem caráter terminativo, o projeto segue direto para a Câmara dos Deputados.

Atualmente, o alcoolismo é considerado uma das causas para demissão por justa causa na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O mesmo vale para os servidores públicos.

O autor do projeto, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), argumenta que a legislação deveria ter evoluído para tratar o tema como uma doença. “O alcoolismo, já há tempos, deixou de ser tido na conta de uma falha moral e foi reconhecido como a severa e altamente incapacitante moléstia que realmente é. No entanto, a legislação social brasileira não acompanhou essa evolução”.

O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos da União (RJU) e o Plano de Benefícios da Previdência Social para criar novos parâmetros de demissão do trabalhador dependente de bebida alcoólica.

Na CLT, a proposição exclui a embriaguez habitual como motivadora de justa causa. O RJU passará a prever que o servidor alcoólatra não seja demitido se apresentar os sintomas de absenteísmo e o comportamento incontinente e insubordinado, comuns em casos de dependência. Já o Plano de Benefícios da Previdência, pelo projeto, garantirá, ao empregado que tenha recebido auxílio-doença em razão de sua dependência ao álcool, estabilidade provisória no emprego por 12 meses após o término do benefício.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Álcool e atividade física

O consumo excessivo de álcool é uma grande ameaça ao bem-estar, agravando problemas sociais, contribuindo para grande parte dos acidentes de trânsito, levando a comportamentos de risco e perda de produtividade.
Para atletas, além disso, o álcool não faz parte de um estilo de vida compatível com o alto rendimento, pois prejudica o desempenho, já que ocasiona perda de concentração, coordenação, fadiga e desidratação.
Perigos do álcool. Ao consumir uma bebida alcoólica as primeiras sensações são de euforia, conversa solta. À medida que continuamos bebendo, o nível de álcool no sangue vai aumentando, afetando nosso raciocínio e julgamento, coordenação motora, controle e consciência, podendo, em situações extremas, levar ao coma e até a morte.
Danos a longo prazo. O consumo regular de quantidades consideráveis de álcool prejudica o fígado, o coração e o cérebro, provocando danos permanentes a estes órgãos. O excesso de álcool também pode causar diferentes tipos de câncer.
Efeitos do álcool sobre o cérebro. As células cerebrais são particularmente sensíveis à exposição excessiva ao álcool. O cérebro diminui, mesmo em pessoas que bebem moderadamente. A extensão da retração é proporcional a quantidade ingerida.
Abstinência, junto com uma boa nutrição, reverte alguma lesão cerebral, ou toda ela, se o beber em excesso não se estendeu por mais alguns anos. Contudo, beber além da capacidade de recuperar-se por períodos prolongados pode causar dano severo e irreversível à visão, memória, capacidade de aprendizado e a outras funções.
Qualquer um que tenha tomado uma bebida alcoólica experimentou um dos efeitos físicos causados pelo álcool: aumento da produção de urina. Isso acontece porque o álcool deprime a produção de hormônio antidiurético pelo cérebro. A perda de água corporal leva à sede. O único líquido que aliviará a desidratação é a água, mas, se as únicas bebidas disponíveis contiverem álcool, cada drinque pode agravar a sede. O “bebedor” inteligente, então, alterna as bebidas alcoólicas com escolhas não alcoólicas e usa as últimas para aplacar a sede.
A água perdida durante a depressão hormonal leva com ela minerais importantes, como o magnésio, potássio, cálcio e zinco, diminuindo as reservas do organismo. Esses minerais são vitais para o balanço hídrico e para a coordenação nervosa e muscular. Quando o beber acarreta perdas, os minerais devem ser repostos no dia seguinte para que as deficiências não se agravem.
O poder engordativo do álcool. As calorias do álcool devem ser consideradas como gordura na dieta, porque no organismo ocorrem interações metabólicas entre a gordura e o álcool. O organismo ao receber gordura e álcool, armazena a gordura e se livra do álcool tóxico queimando-o como combustível. O álcool pode promover armazenamento de gordura, particularmente na área abdominal central – a “barriga de cerveja”, observada nos consumidores moderados de álcool.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O que é o alcoolismo?

É fundamental que se saiba:


O Alcoolismo não é uma fraqueza de caracter, nem um vicio, mas sim uma doença.


O alcoolismo é caracterizado por uma dependência do álcool ( etanol ), do ponto de vista físico e psíquico.

O indivíduo dependente perdeu a liberdade de se abster no consumo de bebidas alcoólicas, não conseguindo controlar o seu consumo; a necessidade de beber ocupa os seus pensamentos, modificando o seu comportamento.

Considera-se que se trata de uma doença complexa, em que as causa são múltiplas:

no indivíduo: no plano biológico genético e psicológico;

no meio circundante: a nível social e a nível cultural.

A dependência do álcool conduz a uma necessidade física de beber, provocada pela falta de álcool. A isto bem juntar-se a necessidade psicológica de consumir: O indivíduo dependente tem a ideia de não conseguir viver sem álcool.

Alcoolismo na família

Se voçê conhece alguém que sofre por problemas ligados ao álcool, já se apercebeu, com certeza da gravidade das sua dificuldade.

O alcoolismo não atinge unicamente as pessoas dependentes do álcool, mas tem também repercussões na família, no seu conjunto, nas relações profissionais e privadas, assim como na sociedade em geral.

Há em Portugal cerca de 600.000 dependentes do álcool, e relacionados com estes, haverá cerca de 2.400.000 pessoas que vivem directa ou indirectamente as consequências da doença alcoólica.

Mas há, no entanto, soluções meios e pessoas que poderão ajudar os doentes alcoólicos e as suas famílias a sair dos seus problemas e reencontrar a esperança para todos.

O processo de resolução deste problema é constituído por 3 etapas:

Informação sobre a doença alcoólica;

Conhecimento e compreensão do papel de cada um no seio da família com problemas ligados ao álcool;

Procura de ajuda por si próprio e restantes elementos envolvidos no sistema família

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Como tratar o Alcoolismo

Há, atualmente, muitas formas eficazes de se tratar o alcoolismo. O método mais simples, para casos mais leves, é a realização de consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar experiente (incluindo psiquiatra ou psicólogo) com o apoio da família, onde são discutidas as dificuldades de abandonar o vício e encorajados os esforços. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool, dependendo diretamente da freqüência das consultas.
Outro método muito eficaz são os grupos de auto-ajuda, particularmente os alcoólicos anônimos. Esses são baseados em variações do programa de 12 passos, além de reuniões freqüentes. Os resultados dos AA são difíceis de avaliar, mas aproximadamente um terço permanece sóbrio de 1 a 5 anos, e um terço por mais que 5 anos.
Outro conceito diferente de grupo de apoio é o de "Consumo Controlado", onde recomenda-se o uso em doses adequadas da bebida. A principal diferença é que no primeiro o alcoólatra tem que reconhecer que é incapaz de controlar a própria vida, no segundo afirma-se que o alcoólatra deve retomar esse controle.
Casos mais sérios devem ser acompanhados por psiquiatra para tratamento psicoterápico e medicamentoso. Muitos alcoólatras apresentam distúrbios psiquiátricos que necessitam de tratamento, e outros sofrem de sintomas de abstinência quando param de beber, conseqüência da dependência física do álcool. Geralmente, não é necessária internação para desintoxicação, pois a eficácia não é maior. No entanto, certos casos devem obrigatoriamente ser internados.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Luta pelos filhos e contra o alcoolismo

Quando chegou na Creche São Judas Tadeu, Gabriele, de 5 anos, mal conseguia levantar os braços e não tinha forças para brincar porque não se alimentava direito. Segundo a mãe da garota, Aldivânia Silva Oliveira, de 43 anos, que faz bicos como manicure e lavadeira, ela não podia trabalhar, pois não tinha com quem deixar as duas filhas pequenas, e não conseguia dinheiro para comprar comida.

Hoje Gabriele está saudável e engordou um pouco, graças ao atendimento que recebe na creche, onde fica o dia todo. Aldivânia conseguiu o benefício para a filha quando foi até a unidade para a festa de aniversário de uma prima da menina. Um dos diretores da creche sensibilizou-se com a situação da garota e a matriculou na instituição.

Aldivânia também sofre com outro problema que muitas vezes a impede de conseguir trabalho. Ela é dependente do álcool e do cigarro. “No dia que não posso comprar minha ‘pinguinha’ e meu cigarro, fico doida”, revela.
A manicure diz que tem consciência do mal que a bebida causa, inclusive a impedindo de trabalhar, mas confessa que não consegue ficar sem o vício. “Não deixo de comprar comida para minhas filhas, mas dou um jeito de beber e comprar meu cigarro.” Aldivânia alega que não consegue arrumar um emprego fixo porque não sabe ler nem escrever. “Quem quer uma pessoa analfabeta e que nem enxerga como eu?”, indaga.

Além de Gabriele e Tauane, Aldivânia também é mãe de mais dois filhos que não vivem com ela. As três moram em um barracão emprestado por um ex-cunhado dela. As despesas ela paga com o dinheiro que ganha fazendo bicos. “Às vezes aparece alguém querendo fazer a unha ou com uma trouxa de roupas pra eu lavar. E assim eu vou vivendo”, diz. A creche São Judas Tadeu também doa cestas básicas para família. Aldivânia não mora com nenhum dos pais dos seus filhos, mas diz que o de Gabriele às vezes a ajuda com dinheiro.

A manicure afirma que se tornou dependente do álccol por causa da ansiedade em que vive. “Estou sempre preocupada com os meus filhos, de não conseguir ajudá-los. O meu filho mais velho, que o pai levou de mim e não devolveu, me faz muita falta.“ A Creche São Judas Tadeu ajuda crianças carentes e recebe doações.

sábado, 17 de outubro de 2009

Agressões sérias ao organismo

A médica Magda Vaissman, professora do Instituto de Psiquiatra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama atenção para a agressão aos órgãos do aparelho digestivo quando a comida e seus nutrientes são substituídos pelo álcool. Além da perda de apetite, outras consequências do consumo exagerado são a esofagite, a gastrite hemorrágica, a hepatite alcoólica, as varizes e hemorragias, a diabete secundária, entre outras. Ela lembra que abster-se do álcool exige estratégias como trabalhos de terapia de grupo, reuniões dos Alcoólicos Anônimos (AA) e avaliações clínicas para medir os prejuízos orgânicos do consumo.

Não há uma causa determinada para desenvolver a drunkorexia. Um conjunto de fatores, como predisposição genética, obsessão por seguir padrões e dificuldades afetivas, ajudam a explicar o transtorno. Na trama de Manoel Carlos, Renata vive frustrada por sua carreira de atriz e modelo não dar certo e sempre se lamenta à base de vários goles. O autor já adiantou que quando a personagem for largada pelo namorado, Miguel (Mateus Solano), que não aprova suas atitudes, seu vício aumentará.

A associação entre magreza e abuso de álcool adquiriu um perigoso ar de glamour. Foi o que descobriu a jornalista Rosângela Vieira Rocha, autora do livro Fome de Rosas, ficção que tem distúrbios alimentares como pano de fundo. Para escrever o trabalho, a jornalista, que é professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), fez uma extensa pesquisa sobre o tema. Nas centenas de sites e grupos no Orkut dedicados ao assunto, Rosângela viu que as anoréxicas vêm disseminando a ideia de que transtornos alimentares não são doenças, mas um estilo de vida.

Mal de Princesas
Algumas jovens, em anonimato, chegam a dizer que se sentem mais magras quando bêbadas. Outras se comparam às princesas. A anorexia é tratada como “mal de princesas” porque não faltam casos como os das princesas Diana, Caroline de Mônaco e Vitória, da Suécia, que foram diagnosticadas em diferentes momentos da vida como anoréxicas. “A realidade é que a anorexia é uma doença muito feia. Acho difícil uma novela mostrar, por exemplo, cenas de vômito e o estrago que é feito no corpo”, diz a jornalista.

Para Rosângela, o transtorno não é apenas um problema cultural. “Há camadas mais profundas na compreensão da anorexia. De modo geral, são meninas que têm relacionamento muito difícil com suas mães e com o feminino em geral. Não comer e não ter curvas é uma maneira de negação da feminilidade”, explica. É a opção pela fome e a embriaguez em meio à fartura.

Dose de risco

Beber para não comer e emagrecer. Essa é a receita quase sempre fatal da drunkorexia, transtorno alimentar que ganha visibilidade na novela Viver a Vida

Renata, assim como muitas mulheres, tem vários sonhos. Quer ser modelo ou atriz. Também como algumas mulheres, ela sabe que ser magra virou um imperativo cultural numa sociedade que supervaloriza a imagem. Renata compreende que o corpo sem excessos – sem gorduras, flacidez, estrias ou celulites – é o único que, mesmo sem roupas, está decentemente vestido. Renata, como quase todas as mulheres de sua idade, não quer engordar. Por isso ela bebe.

A partir desta semana o drama de Renata, personagem da atriz Bárbara Paz na novela Viver a Vida (TV Globo/TV Anhanguera), ganhará mais visibilidade. Com a personagem, o autor Manoel Carlos pretende alertar sobre o risco da drunkorexia (do inglês: drunk, que significa bêbado) ou anorexia alcoólica. O termo não é científico, mas já circula pela internet e pelos consultórios médicos. Ainda pouco conhecido, o transtorno alimentar ocorre quando as doentes – a maioria é mulher na faixa entre 18 e 25 anos – bebem e deixam de comer para emagrecer.

Elas transformam a obsessão pela magreza em compulsão pela bebida, em especial os destilados que suprimem o apetite e, tomados em grande quantidade, dão uma sensação de saciedade e certo enjoo da comida. O contrário também pode ocorrer: o alcoolista, em estado crônico, quase sempre desenvolve algum tipo de transtorno alimentar. No estômago vazio, sobretudo o feminino, uma mera lata de cerveja é capaz de provocar sinais de embriaguez.

Transtorno
Secretário do Departamento de Dependência Química da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o psiquiatra Marco Antônio Bessa explica que a drunkorexia faz parte do grupo de doenças ligadas às desordens alimentares como a ortorexia (fixação por uma alimentação saudável), a bulimia (episódios de compulsão alimentar seguidos de comportamentos compensatórios como vômitos ou uso de laxantes) e a manorexia (anorexia em homens).

“Na verdade, a anorexia é um transtorno psiquiátrico conhecido há bastante tempo. O que tem se comentado mais recentemente é essa associação com o álcool. Alguns pacientes, em situação mais grave, buscam também a cocaína e anfetaminas”, explica.

As drogas para alguns anoréxicos, além de inibidores de apetite, servem como um alívio para a angústia e a ansiedade que o jejum provoca. “A anorexia em si já é uma doença bastante difícil de tratar. Quando associada ao uso de drogas, essa dificuldade aumenta. Para quem sofre de anorexia alcoólica são maiores os riscos de hemorragias digestivas, problemas hepáticos e infecções em geral”, enumera o médico, que teve em seu consultório um caso recente de uma adolescente com drunkorexia.

No Brasil ainda não há estudos sobre o transtorno. Nos Estados Unidos, pesquisadores constataram que o uso de álcool entre pessoas com anorexia chega a ser maior do que entre pessoas saudáveis. As mulheres são as principais vítimas do transtorno. “Existe uma pressão social maior sobre o corpo feminino. Os modelos de sucesso que as meninas têm na adolescência estão diretamente ligados à magreza. Acho que a novela presta um grande serviço ao alertar os pais sobre esse e outros transtornos. Acaba abrindo o diálogo”, defende a psicóloga Annelize Lisita, especialista em dependência química.

As desordens alimentares têm origem em comportamentos tolerados, glorificados e até mesmo reforçados pela sociedade. Na cultura das celebridades, o normal e até chique é ser magra, tomar muitos porres homéricos e, invariavelmente, acabar num centro de reabilitação. A atriz Lindsay Lohan e a cantora Amy Winehouse são os melhores símbolos disso. Foi na última que Bárbara Paz foi buscar inspiração para compor sua personagem na novela.

“Nunca tinha ouvido falar da doença. Quando fui convidada para a novela, comecei a ler livros sobre anorexia e alcoolismo. Fui também em uma psicanalista e psiquiatra para entender melhor a doença e a reação dessas jovens – históricos, causas e efeitos”, explicou Bárbara, em entrevista por e-mail ao POPULAR. Para ela, o drama de Renata vai servir de exemplo e estimular o debate. “Acho que a novela tem um grande dever social de alertar os jovens e as famílias de que isso, que pode ser só uma brincadeira de emagrecimento, pode ser tornar uma doença grave. Muito grave. Os efeitos que a ausência do alimento e o abuso do álcool provocam no organismo são seriíssimos.”

Aos 17 anos, então aspirante a modelo, Bárbara sofreu um acidente de carro. Numa festa encontrou-se com mais duas amigas, beberam muito e saíram de carro, que bateu numa pilastra de um prédio. O vidro do carro entrou rasgando no rosto de Bárbara. As duas amigas desmaiaram instantaneamente. A única desperta, Bárbara saiu pelo vidro do veículo. Seu maxilar pendia, solto, no rosto. Os músculos faciais estavam dilacerados. A língua e o céu da boca, cortados. Com duas cicatrizes no rosto ela teve de deixar os planos de modelo de lado.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Alcoolismo na adolescencia

Infelizmente o alcoolismo na adolescência já é muito comum nos dias de hoje. A maioria dos adolescentes acabam experimentando a bebida alcoólica, apenas para se aparecer para seus conhecidos e amigos, ou para não ser o careta da turma. Eles bebem em festas, em baladas, em lugares públicos, nos bares, nas casas de amigos e muitos outros lugares.

Os adolescentes começam beber socialmente, pensando que jamais poderão se tornar viciados, e muitas vezes acabam se tornando verdadeiros alcoólatras. E é incrível que esse medo da dependência não afeta os jovens.

Existe uma lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas para os menores de 18 anos, a Lei nº 9.294, publicada em 15 de julho de 1996. Porem muitos pontos de venda, não respeitam essa lei, e vendem para qualquer um, pensando apenas em seu dinheiro.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Drama familiar motivou voluntariado

O vendedor autônomo Marcelo Sousa Lopes, de 44 anos, nasceu e foi criado numa família estruturada. Sabia que o pai já teve problema com o álcool, mas era algo que estava no passado. A imagem que foi construída era a de herói.

As dificuldades começaram a surgir quando seus pais decidiram se separar. Nesta época, seu pai voltou a beber. Por dez anos, viveu meio largado, morando de pensão em pensão, até que Marcelo se casou e levou o pai para morar com ele. Foram 13 anos de dificuldades, um verdadeiro calvário.

Quando criança, Marcelo costumava ser o organizador de brincadeiras, nas quais reunia os amigos do bairro. Já na adolescência começou, com outros amigos, a editar jornais comunitários e participar de mutirões para limpeza de bocas-de-lobo e lotes.

Religioso, freqüentava a igreja e participava das missas. E foi justamente na fé e na comunidade católica que freqüentava que ele encontrou o remédio para curar as mazelas que haviam tomado conta de sua família. Impotente diante da realidade do pai, Marcelo e o irmão chegaram a interná-lo numa clínica para desintoxicação, onde permaneceu por 30 dias. Foi quando conheceu um dos fundadores da Associação Servos de Deus e resolveu conhecer o trabalho que a instituição fazia no atendimento a pessoas dependentes químicos e do álcool.

Marcelo decidiu tirar o pai da clínica e, acompanhado da mulher e do irmão, passou a participar das reuniões semanais destinadas às famílias e dependentes. Lá, se interessou pelo trabalho e começou a ajudar. Começou e não parou mais.

No início, auxiliava na recepção dos participantes e fazia anotações das reuniões. Com o tempo, foi se envolvendo cada vez mais e passou a auxiliar na triagem das famílias e dependentes que seriam encaminhados para o tratamento de nove meses, numa chácara mantida pela associação.

Da Associação Servos de Deus, o vendedor autônomo também começou a prestar serviço voluntário em outras entidades e projetos ligados à Igreja Católica. Hoje, dedica praticamente todas as noites da semana para trabalhos voluntários.

Na Associação Servos de Deus ele reencontrou o pai-herói que conheceu na infância e adolescência. Motivo mais do que suficiente para que ele mantivesse sua dedicação às obras sociais e de auxílio ao próximo.
A Associação Servos de Deus presta assistência a crianças, adolescentes, pessoas dependentes químicos e do álcool. Precisa de doações de alimentos, roupas, materiais de construção e contribuição em dinheiro.